Natal português
Natal em Portugal: as palavras do dia-a-dia
Em Portugal, o Natal é menos árvore e mais mesa. É também a altura do ano em que algumas palavras certas mudam a forma como nos tratam.
Aqui fica o que se come, o que se diz e o que se faz.
À mesa: a consoada
A refeição principal é no dia 24, não no 25. Chama-se a consoada. Na maioria das casas há bacalhau cozido com batatas e couves; nalgumas famílias é polvo. Depois vêm os doces: rabanadas, aletria, sonhos, filhós e o bolo-rei — um bolo em forma de anel, com fruta cristalizada, que esconde duas coisas: uma fava (quem a encontra paga o bolo do ano seguinte) e um pequeno brinde.
Palavras úteis: a consoada, a ceia, provar, repetir, está uma delícia.
O que se diz
Boas Festas serve para tudo — Natal, Ano Novo, e qualquer situação pelo meio. No dia 24 deseja-se boa consoada. À meia-noite do dia 31, Bom Ano Novo — e levanta-se o copo com um brinde!
Duas palavras que valem a pena: as prendas são os presentes, e o presépio é a representação do nascimento de Jesus, com figuras de barro, que em muitas casas ainda ganha à árvore.
O que se faz
As prendas abrem-se na noite de 24, muitas vezes depois da missa do galo. À meia-noite do dia 31 comem-se doze passas — uma por cada badalada — e pede-se um desejo em cada uma. E o Natal não acaba a 25: no Dia de Reis, a 6 de janeiro, ainda se cantam janeiras de porta em porta em muitas aldeias.
O erro de quase todos
Aprender o vocabulário e nunca o dizer em voz alta. Ninguém espera português perfeito à mesa — espera que se tente, e que se saiba dizer está uma delícia e pedir mais uma rabanada.